A televisão estatal do Irã veiculou um vídeo que revela a localização de Barron Trump, o filho mais novo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na transmissão, foi anunciada uma recompensa de US$ 10 milhões pela captura do jovem, conforme informações de veículos internacionais. O canal 3 da TV iraniana, vinculado à Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), produziu a gravação, que levanta preocupações sobre a segurança do filho de Trump.
Intitulado "Onde e como devemos matar Barron Trump?", o vídeo mostra a localização da universidade onde ele estuda, além de informações sobre seus veículos de escolta e a localização dos agentes do Serviço Secreto que o protegem. Os criadores do conteúdo alegam ter monitorado os movimentos de Barron e afirmam que uma garota conseguiu burlar a segurança e se encontrou com ele, repassando informações para a equipe de produção.
Essa publicação faz parte de uma série de ameaças direcionadas à família Trump, que se intensificaram recentemente. Em julho, a agência Tasnim, também ligada à IRGC, havia lançado um vídeo semelhante sobre Melania Trump, a ex-primeira-dama, com o título "Onde e como Melania Trump está acessível?", detalhando seus movimentos em Nova York. Em maio, o New York Post trouxe à tona um suposto complô contra Ivanka Trump.
As ameaças contra a família Trump estão inseridas em um contexto de tensão crescente entre os EUA e o Irã, que se agravou após a morte do aiatolá Ali Khamenei em um ataque conjunto realizado pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro. A morte do líder supremo do Irã é considerada um fator desencadeante para a escalada do conflito entre os dois países.
A mídia estatal iraniana tem associado essas ameaças ao conceito islâmico de "qisas", que se refere à lei da retribuição. Comentadores da TV estatal argumentam que a morte do líder da República Islâmica impõe a obrigação de retaliar contra aqueles que consideram responsáveis. Mohammad-Javad Larijani, um dos comentaristas, declarou que o qisas é um "direito inalienável" da República Islâmica, acrescentando que não há barreiras legais internacionais que impeçam essa ação.
Outro comentarista, Mohsen Ghanbarian, enfatizou que, caso o qisas não seja aplicado a Trump, os líderes da República Islâmica viverão permanentemente sob a ameaça de segurança. Em resposta a essas ameaças, Donald Trump afirmou em 20 de janeiro que qualquer tentativa contra sua vida resultará em uma resposta severa dos Estados Unidos. Ele afirmou que "todo o país do Irã explodirá" e que deu ordens para que as forças americanas eliminem a República Islâmica da face da Terra se as ameaças forem concretizadas.

