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Augusto Cury se declara como o ‘pesadelo’ de Lula em sabatina

O candidato à Presidência Augusto Cury afirmou que pretende 'aposentar' Luiz Inácio Lula da Silva caso chegue ao segundo turno das eleições. Durante a sabatina, Cury criticou o atual governo e negou a negociação de cargos.

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, declarou em uma sabatina realizada na Jovem Pan nesta segunda-feira, 7, que seu objetivo é 'aposentar' o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso avance para o segundo turno das eleições. Cury afirmou que o grande desejo de Lula seria ter Flávio Bolsonaro como adversário, porém, segundo ele, o verdadeiro 'pesadelo' do presidente seria enfrentá-lo na disputa.

Durante a sabatina, Cury destacou que não pretende negociar cargos em um possível governo, afirmando que os integrantes de sua equipe seriam escolhidos com base em competência e especialização. Ele enfatizou que não irá 'lotear o Brasil', mantendo uma postura firme contra o que considera um 'balcão de negócios' na política.

O candidato mencionou que está em diálogo com várias lideranças de partidos, citando nomes como Marcos Pereira (Republicanos), Renata Abreu (Podemos), Aécio Neves (PSDB) e Paulinho da Força (Solidariedade). Além disso, fez referência a Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, todos do PSD. Apesar das conversas, Cury esclareceu que não fez convites formais para compor um eventual governo.

Cury expressou sua intenção de formar um 'time de ouro' para sua administração, reafirmando que não tem interesse em se reeleger ou em prolongar sua carreira política. Ele ressaltou a importância de dialogar com a Câmara e o Senado para conseguir uma base de apoio sólida no Congresso, que exerce uma influência significativa sobre o governo, mesmo sem um sistema parlamentarista formal.

O candidato também mencionou a necessidade de convocar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) para estabelecer um 'pacto nacional'. Cury criticou a atuação do STF, sugerindo que a Corte deve restringir sua função ao papel de 'guardião da Constituição', sem se envolver em atividades legislativas.

As declarações de Cury refletem sua estratégia de posicionamento no cenário político atual, buscando se destacar em meio a um eleitorado que pode estar insatisfeito com as propostas do governo atual.

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