As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques a três navios-tanque iranianos no último final de semana, marcando uma nova fase no conflito entre Washington e Teerã pelo controle do Estreito de Ormuz. A operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump após a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) ter realizado ataques com mísseis balísticos contra dois navios de guerra dos EUA na região.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), duas das embarcações foram permanentemente inutilizadas, enquanto uma terceira foi completamente destruída. Esta ação é parte dos esforços americanos para diminuir a influência do Irã sobre o tráfego marítimo em uma das rotas mais críticas para o transporte de petróleo no mundo.
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, declarou que qualquer novo ataque americano contra interesses iranianos resultará em uma resposta que será "mais rápida, mais pesada e mais dolorosa". Essa afirmação aumentou as preocupações sobre possíveis novas hostilidades contra embarcações no Golfo Pérsico.
O Reino Unido, por sua vez, manteve o nível de ameaça no Estreito de Ormuz em status "severo". Isso se deve a relatos de ataques, sobrevoos de drones e ações de vigilância contra navios na área. As forças armadas dos EUA informaram que, durante suas operações na região, desviaram 92 embarcações comerciais, abordaram duas e desabilitaram três.
A escalada de tensões entre as nações também tem gerado impactos no mercado internacional de petróleo. O fluxo de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz caiu para os níveis mais baixos desde maio, o que gera receios de possíveis interrupções prolongadas no abastecimento global. O estreito é crucial para a exportação de petróleo e gás, e a diminuição do tráfego já resultou em um aumento nos preços, com a cotação do Brent alcançando cerca de US$ 98 por barril nesta segunda-feira, 7 de outubro.

