O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no dia 8 de setembro de 2026 pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Esta medida é uma resposta aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.
Além de Rodrigues, o afastamento também abrange Leandro Almada da Costa, que ocupa o cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão visa assegurar que os membros da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal possam desempenhar suas funções sem enfrentar constrangimentos ilegais.
A conexão de Andrei Rodrigues com o caso foi evidenciada em uma troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Nessa conversa, Vorcaro solicitou a Moraes que intercedesse para reverter as investigações sobre sua instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a Rodrigues.
Em uma mensagem datada de 15 de novembro de 2025, o empresário expressou sua frustração, perguntando se era possível reverter a situação junto a Paulo e Andrei, o que ocorreu dois dias antes de sua primeira prisão. Essa troca de mensagens levanta questões sobre um possível envolvimento de autoridades no caso, o que motivou a ação do STF.
A decisão de Mendonça reflete a preocupação com a integridade das investigações em andamento e a necessidade de transparência nas ações da Polícia Federal. O afastamento dos diretores é um passo significativo para garantir que os processos legais não sejam influenciados por interesses externos ou pressões indevidas.

