Daniel Vorcaro demonstrou irritação em relação a um comentário feito por Tiago Pavinatto no programa Faroeste à Brasileira, da Revista Oeste, durante uma transmissão realizada em 12 de julho de 2024. O banqueiro se referiu ao conteúdo como "mais do mesmo" e classificou o veículo de comunicação como "blog sem expressão nenhuma", ressaltando que não deveria haver espaço para a publicação.
As mensagens que revelam a insatisfação de Vorcaro foram divulgadas após a quebra de sigilo de documentos da investigação envolvendo o Banco Master. Essa conversa ocorreu logo após Fernando de Goes Mascarenhas Filho, diretor comercial da instituição, ter enviado a Vorcaro um vídeo com críticas que foram veiculadas no programa.
Durante o diálogo, Tiago Pavinatto foi mencionado de forma direta. Mascarenhas sugeriu uma postura mais agressiva em relação ao apresentador, afirmando que era necessário "notificar" o jornalista. No entanto, Vorcaro não concordou com essa ação, embora tenha criticado o veículo. "Cara, não sei não. Falaram nada demais. Mais do mesmo. Não pode dar palco pra esse tipo de blog sem expressão nenhuma", afirmou o banqueiro.
Na mesma edição do programa, a bancada composta por Bruno Musa, Caio Mastrodomenico, Marcelo Suano e Geisiane Freitas discutiu uma tentativa do Banco Master de captar R$ 500 milhões por meio da venda de letras financeiras. A Caixa Asset, responsável pela gestão de fundos de investimento da Caixa Econômica Federal, estava considerando a aquisição desses títulos, mas os analistas avaliaram que o valor era excessivo e que existiam riscos associados à situação financeira do Master, classificando a operação como "atípica" e "arriscada". Em consequência, a recomendação foi pela rejeição da compra.
Após essa análise, Daniel Cunha Gracio e Maurício Vendruscolo, gerentes responsáveis, foram demitidos quatro dias depois. Pavinatto comentou que a decisão de barrar a operação se deu porque os números não estavam de acordo com os critérios técnicos da Caixa. "Esse risco é muito alto", destacou o jornalista. Com isso, Vorcaro interpretou as críticas como uma forma de publicidade favorável ao Banco Master, afirmando que era "marketing para nós" e sugerindo que a informação fosse repassada para Luiz Inácio Lula e sua base aliada.
Mascarenhas, em resposta, mencionou que enviaria o vídeo a "tio Guiga e Jaques", referindo-se a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, e ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que na época era líder do governo no Senado. Guiga é considerado próximo de Wagner, com quem tem laços familiares.

