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Nível de desconfiança no STF atinge 48%, o maior desde 2012

A pesquisa revela que a desconfiança no Supremo Tribunal Federal supera a dos principais órgãos do governo, com 48% da população afirmando não confiar na Corte. A crise interna no STF e o aumento da rejeição entre homens e pessoas com renda elevada contribuem para o cenário.

A desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) subiu para 48%, alcançando o maior índice desde o início da série histórica do Datafolha, em 2012. No levantamento realizado em março, 43% dos entrevistados afirmavam não ter confiança na Corte.

Este novo patamar de desconfiança também supera a rejeição registrada em relação à Presidência da República, ao Congresso Nacional e aos partidos políticos. De acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados não confiam na Presidência, enquanto o Congresso Nacional e os partidos obtiveram 45% de desconfiança cada.

Entre os entrevistados, apenas 14% afirmam confiar muito no STF, e 35% confiam um pouco. Esses números refletem uma queda em comparação ao levantamento anterior, que registrava 16% e 38%, respectivamente. A elevação da desconfiança ocorre em um contexto de crise interna no Supremo, marcada por embates entre ministros.

Recentemente, o plenário do STF discutiu a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes devido a conversas com Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, reveladas em um relatório apresentado por André Mendonça.

A rejeição ao STF apresenta variações significativas entre diferentes grupos sociais. O índice de desconfiança chega a 54% entre homens e a 60% entre indivíduos com renda familiar superior a cinco salários mínimos. Além disso, entre aqueles que avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, a desconfiança no STF atinge 75%.

Em contraste, a desconfiança em outras instituições caiu desde março. Nos partidos políticos, a rejeição recuou de 52% para 45%; na imprensa, de 36% para 33%; nas grandes empresas, de 26% para 23%; e entre os militares, de 27% para 25%. No Judiciário, houve uma ligeira oscilação de 36% para 38%.

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