Neste domingo, 20, uma refinaria de petróleo localizada em Moscou foi alvo de um ataque de drones, resultando na morte de duas pessoas, conforme informações fornecidas por autoridades russas. A ação ocorreu no último dia das eleições parlamentares, iniciadas na sexta-feira, 18.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, declarou que as forças de defesa do país interceptaram mais de 1,6 mil drones desde o dia anterior, com cerca de 450 deles sendo direcionados à capital. Parte dos drones conseguiu atingir as instalações da refinaria, causando também danos a um edifício residencial nas proximidades.
O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, relatou que uma mulher de 44 anos e um homem idoso perderam a vida em decorrência do ataque em diferentes pontos da região. Um prédio de 21 andares foi evacuado após ser atingido por um dos drones, resultando na saída de cerca de 400 pessoas, incluindo 70 crianças.
Este ataque ocorreu durante o terceiro e último dia de votação para a Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. Trata-se da primeira eleição parlamentar realizada desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, que se desenrola em um ambiente de forte controle político e restrições à participação de candidatos contrários à guerra.
Sobyanin afirmou que o ataque foi claramente planejado para interromper as eleições, embora destacou que o objetivo não foi alcançado. No entanto, as autoridades russas não apresentaram evidências que comprovem a responsabilidade atribuída à Ucrânia.
Embora Kiev não tenha assumido formalmente a autoria dos ataques na região residencial de Moscou, o presidente Volodymyr Zelensky confirmou que as forças ucranianas realizaram operações de longo alcance contra alvos russos. Zelensky mencionou que uma das instalações atingidas está ligada a um dos principais complexos da indústria petrolífera russa, afirmando que os ataques visam estruturas que financiam a guerra.

