Harvey Weinstein, ex-produtor de Hollywood, recebeu uma sentença de 15 anos de prisão em Nova York, nos Estados Unidos, por um crime sexual cometido contra sua ex-assistente de produção, Miriam Haley, em 2006. A condenação foi proferida nesta quarta-feira (23/9) e ocorre após um novo julgamento do caso, que se seguiu à anulação de sua condenação anterior.
Em 2020, Weinstein já havia sido condenado pelo mesmo crime, recebendo uma pena de 23 anos. Contudo, essa decisão foi revogada em 2024 pela corte suprema de Nova York, que ordenou um novo julgamento devido a questões processuais que afetaram o andamento do processo.
Durante o novo julgamento, realizado no ano passado, Miriam Haley, também conhecida como Mimi Haleyi, prestou depoimento sobre os efeitos da agressão que sofreu. Ela afirmou que Weinstein abusou de sua posição de poder, o que intensificou o impacto emocional e psicológico do crime em sua vida.
A defesa de Weinstein solicitou que a pena fosse limitada a mais três anos, levando em conta os seis anos que ele já cumpriu. Os advogados apontaram para problemas de saúde do ex-produtor, que foi internado seis vezes desde 2025 e enfrenta doenças graves, incluindo câncer no sangue, insuficiência cardíaca e problemas renais.
Além deste caso, Weinstein aguarda uma nova sentença na Califórnia, relacionada a um processo de estupro e agressão sexual contra uma atriz, ocorrido em Los Angeles em 2013. Uma corte de apelações já manteve a condenação, mas anulou a pena original de 16 anos.
Weinstein continua negando todas as acusações de abuso e estupro. Após a sentença recente, ele tem a opção de recorrer. Vale destacar que, em um processo separado em Nova York, um juiz declarou nulo o julgamento referente a uma acusação contra a atriz Jessica Mann, após o júri não conseguir chegar a um veredicto.

