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Retirada de delegações marca Discurso de Netanyahu na ONU

Nesta quinta-feira, 24, o Brasil se uniu a outras 76 delegações e deixou o plenário da Assembleia-Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O ato foi uma resposta às políticas israelenses e provocou manifestações no local.

A delegação brasileira, junto a 76 outras, abandonou o plenário da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nesta quinta-feira, 24, assim que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso. A saída em massa esvaziou consideravelmente o salão, repetindo o que já havia ocorrido no discurso do ano anterior.

Netanyahu foi recebido com vaias e protestos no plenário, o que levou o presidente da sessão, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, a solicitar ordem. Durante sua fala, Netanyahu comentou: "Se houver algum outro covarde moral que ainda não tenha deixado este plenário, por favor, saia agora". A manifestação contrária ao primeiro-ministro israelense foi uma das várias que ocorreram durante seu discurso.

O incidente aconteceu dois dias após o discurso de abertura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mencionou Netanyahu ao falar sobre a guerra em Gaza. Lula afirmou que as gerações de palestinos sofrerão com a dor e o trauma resultantes do que qualificou como genocídio perpetrado pelo governo israelense contra mulheres e crianças. Israel, por sua vez, rejeita tais acusações, alegando que suas operações visam o grupo terrorista Hamas, responsável pelos ataques de 7 de outubro.

A retirada das delegações foi considerada uma "forte reação global" às ações israelenses, segundo informações do The Washington Post. O The Independent também destacou que, independentemente da saída das delegações, Netanyahu discursava para um público reduzido e isolado.

Durante sua fala, Netanyahu afirmou que Israel não abrirá mão de suas metas de segurança, enfatizando: "Nós vamos vencer, porque não temos outra escolha". No momento do discurso, a representação brasileira no plenário era feita por membros da missão na ONU, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecia em Nova York, mas não estava presente na sala.

A presença de Netanyahu na Assembleia-Geral ocorre em um contexto de investigações do Tribunal Penal Internacional (TPI) em 2024, que envolvem acusações de crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza. Israel contesta a jurisdição do TPI e nega as acusações. Os Estados Unidos, não signatários do Estatuto de Roma, também não reconhecem a jurisdição do tribunal sobre cidadãos israelenses.

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