Jorge Jesus, técnico da seleção portuguesa, desmentiu rumores sobre uma suposta briga com Cristiano Ronaldo e reafirmou sua autoridade nas decisões do time. Em coletiva realizada nesta quarta-feira (30), antes do confronto contra a Dinamarca pela Liga das Nações, Jesus foi questionado sobre a relação com o atacante e garantiu que não houve conflito entre eles.
Ao explicar sua escolha de deixar Cristiano no banco durante a vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, o treinador revelou que, inicialmente, pensou em colocá-lo em campo, mas decidiu por não realizar a substituição. Jesus foi enfático ao afirmar que sua autoridade como treinador não é influenciada por nenhuma figura, incluindo ícones do futebol como Pelé e Maradona. "Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero", declarou.
O treinador também detalhou que havia comunicado a Cristiano Ronaldo que ele não jogaria nas duas partidas dessa Data Fifa. Contudo, durante o jogo contra a Noruega, Jesus reconsiderou e enviou o atacante para o aquecimento, cogitando a possibilidade de utilizá-lo nos últimos 30 minutos da partida. Apesar de Cristiano se preparar para entrar, ele permaneceu no banco até o apito final.
Jesus afirmou que a decisão de não escalar Cristiano Ronaldo não foi motivada por qualquer desavença entre eles. O técnico ressaltou que Gonçalo Ramos estava apresentando um bom desempenho e, por isso, optou por mantê-lo em campo durante toda a partida. "A decisão é minha e está em minha responsabilidade", frisou.
Após a repercussão do jogo, Jorge Jesus contou que conversou com Cristiano Ronaldo e que o jogador se mostrou disponível para cumprir qualquer decisão da comissão técnica, seja para entrar em campo, ficar no banco ou até mesmo não ser relacionado. O treinador enfatizou que, após a conversa, a situação estava resolvida e voltou a negar a existência de qualquer problema entre eles.
"Nem Pelé, nem Maradona mudariam a minha escolha. Quanto mais o Cris. 30 minutos eu, Pelé ou Maradona? É esse o estatuto. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entrava", declarou Jesus, sublinhando sua posição como comandante da seleção.

