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Christa Gail Pike será a primeira mulher executada nos EUA em dois séculos

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou a execução de Christa Gail Pike, de 50 anos, condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995. A decisão marca um evento histórico, pois será a primeira execução de uma mulher no país em 200 anos.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta quarta-feira, 30, autorizar a execução de Christa Gail Pike, de 50 anos. Com essa decisão, a Corte derrubou uma suspensão anterior que havia sido imposta por um tribunal federal de apelações, permitindo que a sentença de morte seja cumprida.

Christa Pike se tornará a primeira mulher a ser executada nos Estados Unidos desde 2023 e, No Tennessee, será a primeira mulher a enfrentar a pena de morte em cerca de 200 anos, embora os registros históricos do estado sejam incompletos.

A defesa de Pike informou que a execução pode ocorrer a qualquer momento. Na penitenciária de segurança máxima de Riverbend, em Nashville, testemunhas já estavam reunidas para acompanhar o procedimento quando as autoridades decidiram suspender a execução temporariamente.

Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em janeiro de 1995. Ambas frequentavam uma instituição de treinamento profissional em Knoxville. A acusação sustenta que Pike atraiu Slemmer para uma área isolada, acreditando que a jovem tentava se aproximar de seu namorado, Thomas David Shipp, que na época tinha 17 anos. O crime envolveu ataques com um estilete e um pedaço de asfalto, e Shipp admitiu ter desenhado um pentagrama no corpo da vítima.

O caso se destacou durante o chamado “pânico satânico”, que teve forte repercussão nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990. Embora Pike reconheça sua participação no crime, seus advogados argumentam que a idade dela na época, sua saúde mental e seu histórico de abusos sexuais deveriam ser considerados ao aplicar a pena de morte.

No dia 28, o governador do Tennessee, Bill Lee, negou um pedido de clemência feito pela defesa de Pike. No dia seguinte, a Suprema Corte também rejeitou um pedido para interromper a execução.

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