O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou uma decisão na quinta-feira (1º) ao negar o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) que buscava declarar Flávio Dino suspeito em processos que envolvem o presidente Lula, as eleições de 2026 e o próprio senador.
A solicitação foi apresentada pelos advogados de Flávio Bolsonaro no dia anterior, 30, e argumentava que a longa amizade entre Dino e Lula poderia comprometer a imparcialidade do ministro em casos que poderiam impactar a disputa presidencial deste ano.
Além disso, a defesa questionou a atribuição de processos com potencial repercussão eleitoral à relatoria de Flávio Dino. Dentre os casos citados, estavam investigações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que envolve Jair Bolsonaro (PL), além de outros pedidos que tratavam originalmente de questões distintas.
A defesa de Flávio Bolsonaro pediu, em caráter liminar, a suspensão dos processos sob a relatoria de Dino que tivessem conexão com Lula, as eleições ou com o senador. A solicitação previa o congelamento dos casos até que o pedido de suspeição fosse analisado.
No mérito, os advogados requisitaram o afastamento definitivo de Dino desses processos e a redistribuição dos casos para outros relatores. Contudo, Fachin negou seguimento ao pedido, o que significa que o ministro impediu o avanço da solicitação sem acolher a demanda apresentada pela defesa.

