PUBLICIDADE

TOPO SITE

FMI reforça a necessidade de autonomia para bancos centrais

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, enfatizou a importância da independência dos bancos centrais em evento em Cingapura, destacando a estabilidade de preços como prioridade. No Brasil, uma Proposta de Emenda à Constituição busca ampliar essa autonomia para o Banco Central.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou a importância da independência dos bancos centrais, considerando a estabilidade de preços como uma das principais prioridades na política monetária. A declaração foi feita por Kristalina Georgieva, diretora-gerente da instituição, durante uma conversa informal realizada em Cingapura.

"Estamos apoiando veementemente a independência dos bancos centrais", afirmou Georgieva, acrescentando que a principal tarefa da política monetária no momento é focar na manutenção da estabilidade de preços. Essa declaração ocorre em um contexto de preparação para as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, programadas para a próxima semana em Bangkok.

No Brasil, a discussão sobre a autonomia do Banco Central ganhou destaque em maio, quando o Senado analisou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa ampliar a autonomia da instituição. O relatório, apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), propõe que o Banco Central tenha autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado recebeu o relatório em maio e, após conceder vista coletiva, programou a análise da proposta. A PEC sugere que o Banco Central deixe de ser uma autarquia e passe a ter uma natureza especial, permitindo-lhe elaborar e executar seu próprio orçamento com maior liberdade.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a necessidade de aumentar a autonomia financeira da instituição em uma audiência no Senado. Ele destacou que o modelo atual dificulta investimentos em áreas como tecnologia e inteligência artificial, além de afetar a recomposição do quadro de servidores.

A CCJ aprovou o substitutivo de Plínio Valério em 10 de junho, e a proposta agora segue para votação em dois turnos no plenário do Senado. A discussão sobre a autonomia do Banco Central é parte de um movimento mais amplo que busca fortalecer a independência das instituições financeiras, um tema que vem sendo cada vez mais relevante em contextos econômicos globais e nacionais.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima