O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou nesta quarta-feira (7) a urgência de uma "redemocratização" no Brasil. A declaração foi feita durante o evento que marcou o apoio oficial do Republicanos à sua candidatura no segundo turno. Flávio enfatizou que as instituições devem ser respeitadas e que é necessário buscar estabilidade no país.
"A gente tem que buscar a estabilidade nesse país. Não dá para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está, a gente tem que proteger as instituições", afirmou o candidato, destacando a importância de mudanças institucionais sem, no entanto, descartar as regras constitucionais.
Flávio também abordou a polêmica gerada por suas declarações anteriores, quando vinculou a mudança da Constituição à nova composição do Congresso. Ele reiterou que as alterações que propõe devem ser realizadas através de emendas constitucionais, incluindo a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição.
"Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição", destacou durante o evento.
Durante sua fala, Flávio também relacionou sua proposta de governo com a nova configuração do Congresso Nacional, que será formada após as eleições. "Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro", afirmou, sugerindo que sua administração terá uma base parlamentar favorável às suas propostas.
Ele se mostrou confiante de que sua agenda está em sintonia com a composição do Congresso, que, segundo ele, apresenta uma maioria de centro-direita. "Acho que nenhum presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática", declarou Flávio.

