A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay foi anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira, 9. O Comitê Norueguês destacou a importância de sua atuação na promoção do Direito Internacional e na responsabilização de crimes de guerra e genocídios. Pillay se torna a 21ª mulher a receber a honraria na história do prêmio, em um contexto global marcado por conflitos intensificados e ataques a tribunais internacionais.
Natural de Durban, nascida em 1941, Pillay iniciou sua carreira jurídica defendendo ativistas que lutavam contra o regime de apartheid na África do Sul. Entre suas ações, está a defesa do ex-presidente Nelson Mandela, além de sua atuação na alta corte do país e em diversos órgãos das Nações Unidas.
A jurista fez história ao presidir o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde estabeleceu precedentes significativos ao considerar a violência sexual e a disseminação de ódio como crimes contra a humanidade e atos de genocídio. Sua contribuição foi fundamental para o fortalecimento do Direito Internacional e a busca por justiça em conflitos armados.
Pillay também ocupou o cargo de Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. Atualmente, ela participa de um processo no Tribunal Internacional de Justiça contra Mianmar, reforçando seu compromisso com a defesa dos Direitos Humanos.
O Comitê Norueguês enfatizou que a ordem jurídica internacional é crucial para garantir uma paz duradoura. A entidade defendeu a necessidade de responsabilizar criminosos de guerra, ressaltando que a prevalência da força militar deve ser evitada no cenário mundial.

