O governo do PT enfrenta questionamentos sobre sua estratégia econômica em meio a um cenário de endividamento elevado e fechamento recorde de empresas. Em 2025, o Brasil registrou aproximadamente 2,87 milhões de empresas encerradas, o maior número absoluto já registrado, segundo dados divulgados. Apesar do recorde de aberturas, o saldo preocupa setores produtivos.
Enquanto isso, 81,7% das famílias brasileiras estão endividadas, o que evidencia a dependência do crédito para despesas básicas. Muitas recorrem ao parcelamento de compras de supermercado e comprometem a renda para fechar o mês. O percentual, embora não represente necessariamente inadimplência, mostra a pressão sobre o orçamento doméstico.
O governo Lula apresenta a reforma tributária como uma modernização do sistema, mas empresários apontam juros elevados, insegurança e o risco de aumento de impostos em determinados setores. A adaptação às novas regras traria custos e incertezas para quem produz, segundo críticos.
O PT afirma que a reforma busca simplificação e justiça social. Para o partido, a arrecadação é caminho para a prosperidade. Já representantes do setor produtivo argumentam que a riqueza precisa ser gerada antes de distribuída.
O debate ocorre em Brasília, onde o governo defende sua agenda. Enquanto isso, o país contabiliza os efeitos do endividamento das famílias e do fechamento de negócios, que impactam emprego e renda.

