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Lula condiciona criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC

Com a PEC da Segurança aprovada pelo Senado, presidente Lula pode ampliar estrutura federal, que hoje soma 38 pastas, e criar nova pasta prometida desde a campanha.

A aprovação da PEC da Segurança pelo Senado, na noite de terça-feira (03), abriu caminho para o presidente Lula (PT) criar o Ministério da Segurança Pública. A promessa de campanha foi condicionada pelo petista à aprovação da proposta, que amplia a capacidade de coordenação e atuação da União no combate ao Crime Organizado. O governo já conta com 38 pastas.

Lula usou a tramitação da PEC como justificativa para adiar a criação da nova estrutura, argumentando que era necessário definir primeiro as atribuições do governo federal na área. Em fevereiro, durante agenda em Salvador, o presidente afirmou que a proposta definiria o papel da União na segurança pública e defendeu parceria com os estados, com recursos para o novo ministério.

Em maio, no lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, Lula voltou a condicionar a criação da pasta à aprovação da PEC pelo Senado. Na ocasião, disse que as facções criminosas se beneficiaram da falta de coordenação entre os governos.

A promessa também apareceu durante a sabatina da TV Globo, em 15 de outubro, quando Lula atribuiu aos estados as dificuldades para conter o avanço do Crime Organizado e defendeu maior participação do governo federal. "Aprovada a PEC, vou criar o Ministério da Segurança Pública e definir o papel da União no combate ao Crime Organizado", afirmou. Três dias depois, em debate na Band, voltou a prometer a criação imediata do ministério após a aprovação da proposta, que articularia operações entre União, estados e prefeituras para recuperar territórios controlados por organizações criminosas.

Após a votação no Senado, Lula publicou mensagem no X para parabenizar os parlamentares e reafirmar a intenção de ampliar a estrutura ministerial. "Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias", escreveu. A publicação foi feita no mesmo dia em que o presidente foi ao hospital realizar exames.

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