Poucos nomes são emblemáticos na história do narcotráfico como Pablo Escobar. Ele construiu um império do crime no meio da Colômbia graças à venda de cocaína. Quando ele morreu, em 1993, a produção colombiana da droga era de 119 toneladas. Hoje, é de 2,6 mil toneladas, 22 vezes maior, o que levou o país ao topo do mercado mundial.
A Colômbia do rei da cocaína era um lugar onde Escobar era o principal nome do Cartel de Medellín, um dos mais poderosos do mundo. O nome é uma referência à cidade colombiana sede do grupo. No auge, a influência do criminoso chegou ao ponto de ele projetar, construir e comandar a prisão que o abrigou, depois de ser preso em meio a um acordo com o governo do país.
Com o dinheiro da droga, o traficante chegou até mesmo a construir um zoológico, o Hacienda Nápoles Park. A morte do criminoso deixou o lugar abandonado e deu origem a um problema ambiental. Havia um grupo com três hipopótamos nas instalações. Sem quem os controlasse, eles se reproduziram de modo descontrolado e hoje são 120 em um habitat sem predadores.
A América do Norte consome 30% de toda a oferta mundial de cocaína, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu combater o narcoterrorismo, demonstrando disposição para usar operações militares unilaterais.


