O mercado brasileiro de medicamentos voltados ao emagrecimento está prestes a passar por uma transformação radical. Com o vencimento da patente da semaglutida, a indústria farmacêutica nacional e internacional corre para registrar versões genéricas e similares. A expectativa é que a concorrência acirrada reduza os preços atuais em 30 e 50%.
O movimento é impulsionado por uma demanda reprimida, atualmente apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso e 2,5% dos obesos no Brasil utilizam essas terapias. A corrida pelos registros e a expansão do acesso devem democratizar o uso, uma vez que a concorrência é o principal mecanismo de controle de preços.
Existem 11 pedidos de registro para a semaglutida e sete para a liraglutida, além de pedidos que incluem a combinação de semaglutida com insulina icodeca. Principais players como EMS, Eurofarma e Hypera já anunciaram investimentos pesados para a produção local dessas versões mais acessíveis.
Especialistas alertam que a queda nos preços pode não ser suficiente para atingir as massas, mantendo o tratamento restrito às classes A e B. No âmbito público, a Conitec rejeitou a incorporação da semaglutida devido ao impacto orçamentário, mas o debate pode ser reaberto caso o custo caia drasticamente com os genéricos.


