A JBS Terminais está empenhada em manter a operação definitiva do terminal portuário de Itajaí. A decisão de participar do leilão previsto para este semestre dependerá da aderência do projeto à estratégia de negócios da companhia. O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, afirmou que a companhia precisa entender se o ativo realmente vai adicionar valor para a empresa como um todo para fazer sentido no longo prazo.
A JBS assumiu a operação do terminal em 2024, de forma provisória, após a saída da antiga arrendatária, em um contexto de queda na movimentação de cargas. O contrato transitório teve como objetivo permitir a retomada das atividades enquanto o governo estruturava o arrendamento definitivo. A companhia realizou investimentos de cerca de R$ 210 milhões no terminal, sendo aproximadamente metade destinada à aquisição de dois novos guindastes.
Os investimentos buscaram recuperar a capacidade operacional após um período de paralisação que retirou cerca de 30% da capacidade instalada de Santa Catarina. A expectativa da companhia é alcançar os volumes exigidos ao longo deste ano. O leilão para o arrendamento definitivo do terminal é aguardado para este semestre e deve definir o operador no longo prazo.
Para a JBS, o ativo é considerado estratégico tanto para o escoamento da produção em Santa Catarina quanto para a economia regional e nacional. O terminal portuário de Itajaí tem uma relevância bastante grande para Santa Catarina e para o Brasil


