O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria recebido tampões de ouvido da Polícia Federal para lidar com o barulho de um aparelho de ar-condicionado instalado próximo à cela onde ele está detido na Superintendência da PF em Brasília. Segundo Carlos, a medida teria sido adotada em vez de resolver o problema estrutural que causa o ruído intenso e constante.
Em suas declarações, o filho do ex-mandatário afirmou que o barulho é “enlouquecedor” e que o fornecimento de protetores auriculares indica que as autoridades estão cientes da irregularidade, mas ainda assim mantêm a situação adversa ao custodiado. Ele ressaltou que o ruído prejudica o descanso de Bolsonaro e poderia afetar sua saúde, qualificando as condições da cela como “ambiente hostil” que configuraria tratamento degradante.
Carlos também argumentou que nenhuma custódia autoriza humilhações desse tipo e pediu providências urgentes para corrigir o problema de forma adequada.
O caso já foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF): o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal preste esclarecimentos sobre o ruído, após pedido da defesa de Bolsonaro, que também solicitou melhorias como isolamento acústico ou adequação do equipamento para garantir condições mínimas de repouso.
A PF, por sua vez, afirmou que intervenções simples não resolveriam o problema e que ajustes mais complexos exigiriam obras que paralisariam o sistema de climatização, o que prejudicaria as atividades na sede do órgão.
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF desde novembro de 2025, e a defesa tem destacado que o ruído constante compromete sua saúde física e psicológica.


