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Secretários demitidos por Boulos mantêm salário por seis meses

Dois ex-integrantes da Secretaria-Geral da Presidência da República continuarão recebendo salário por até seis meses

Dois ex-integrantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, desligados depois da chegada de Guilherme Boulos ao comando da pasta, continuarão recebendo salário por até seis meses, mesmo fora do cargo. Essa medida, chamada de quarentena remunerada, é prevista para ex-ocupantes de funções estratégicas no governo federal. Os beneficiados são Ronald Luiz dos Santos e Renato Simões, que atuavam como secretários de Juventude e de Participação Social.

A quarentena remunerada é aplicada quando há risco de conflito de interesses entre as funções exercidas no governo e atividades profissionais posteriores. Durante esse período, o ex-servidor fica impedido de prestar serviços a empresas ou entidades privadas relacionadas à área em que atuava, mas segue recebendo remuneração equivalente ao cargo que ocupava.

Antes de deixarem os cargos, Ronald “Sorriso” e Renato Simões consultaram a Comissão de Ética Pública para saber se poderiam começar atividades de consultoria assim que publicada a exoneração. No caso de Ronald “Sorriso”, ele recebeu proposta do Instituto Maria e João Aleixo para atuar como consultor em articulação federativa e políticas públicas voltadas à juventude.

Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, e com a mudança de comando, houve substituição de quadros ligados à gestão anterior.

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