A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 42 mandados de busca e apreensão e confiscando bens de alto valor, incluindo carros, celulares, uma arma e pelo menos 20 relógios de grife. As diligências ocorreram nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação mira suspeitas de fraudes financeiras envolvendo nomes ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As suspeitas contra Vorcaro surgiram na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025. Segundo os investigadores, o banqueiro também teria articulado a entrada do BRB como sócio no Master — transação que foi vetada pelo Banco Central. O inquérito passou a tramitar sob sigilo máximo por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além da apreensão de bens físicos, a PF determinou o sequestro e bloqueio de ativos que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. O alvo principal da investigação é um possível esquema de venda de carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12 bilhões. As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Pouco depois, veio à tona que o ministro viajou para o Peru, onde acompanhou a final da Copa Libertadores a bordo de um avião compartilhado com um advogado ligado ao Master. A defesa afirma que Vorcaro coopera com as autoridades em nova fase de operação.


