A Polícia Federal apurou que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, registrou ao menos três planos de voo distintos antes de ser preso. Para os investigadores, a multiplicidade de rotas reforça a suspeita de que o ex-banqueiro pretendia fugir do Brasil. Vorcaro foi preso quando embarcava para Dubai, alegando que o objetivo da viagem era concluir a venda do Master a investidores árabes.
Os investigadores identificaram indícios de uso de um helicóptero para dificultar eventual rastreamento. A defesa de Vorcaro sustenta que não houve tentativa de fuga e que existia uma negociação em andamento. A defesa também afirmou que Vorcaro comunicou ao Banco Central diversas tratativas para a venda das instituições do grupo.
A Polícia Federal suspeita de vazamento de informações sobre a liquidação do Master. A ordem de prisão foi assinada no mesmo dia em que a Fictor anunciou a intenção de adquirir o Master com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos. Para os investigadores, houve vazamento tanto da ordem de prisão por suspeita de fraudes contra o sistema financeiro quanto da decisão do Banco Central de liquidar o banco.
Um comunicado divulgado pela Fictor reforçou essas suspeitas, de acordo com as investigações. No texto, a empresa reconheceu dificuldades de liquidez para honrar compromissos e afirmou que pretende encontrar soluções para superar as dificuldades


