A repressão do regime do Irã aos protestos que se espalham pelo país desde 28 de dezembro já resultou na morte de três jogadores de futebol. Entre as vítimas está Rebin Moradi, de 17 anos, considerado uma promessa do futebol local que atuava nas categorias de base do clube Saipa. Segundo o pai do atleta, o adolescente foi atingido nas costas por um tiro à curta distância, durante um protesto nos arredores de Teerã, e morreu no local.
Outro episódio que gerou forte repercussão envolve Mojtaba Torshiz, que já atuou por diversos clubes no país. Torshiz e a mulher foram atingidos durante manifestações na Província de Qaemshahr, no norte do país. Há informações divergentes sobre o estado de saúde da mulher, mãe das duas filhas do ex-jogador.
Também foi notícia Amir Mohammad Kouhkan, goleiro e técnico de futsal, morto a tiros durante protestos na Província de Fars. As mortes dos atletas provocaram reações de personalidades esportivas do Irã, incluindo o ex-capitão da seleção iraniana, Masoud Shojaei, que criticou publicamente o silêncio da Fifa diante da morte dos futebolistas durante os protestos.
Organizações de direitos humanos vêm alertando para o aumento contínuo no número de manifestantes mortos, incluindo adolescentes e atletas, e defendem investigações independentes, transparentes e internacionais sobre as ações das forças de segurança do Irã.


