Uma equipe de geólogos identificou um fenômeno curioso na África: um tipo de batimento cardíaco vindo do interior da Terra. O estudo analisou a composição química de rochas vulcânicas na Etiópia e revelou variações que indicam pulsos rítmicos na pluma do manto da região de Afar.
Esses pulsos ajudam a explicar por que Afar é uma das áreas mais ativas do mundo em termos de formação de fendas na crosta terrestre. A movimentação da pluma está, aos poucos, fragmentando o continente africano e formando um novo oceano.
A pluma do manto sobe com pulsos rítmicos, fragmentando aos poucos o continente africano. Análises químicas de rochas revelaram variações periódicas, indicando um manto heterogêneo e pulsante.
Os resultados mostraram que a composição dessas rochas muda de forma rítmica, como se o interior da Terra tivesse um pulso próprio. Conforme explica, o manto sob Afar não é uniforme nem estático, ele pulsa, e cada um desses pulsos traz uma assinatura química diferente, indicando variações nas condições dentro da Terra ao longo de milhões de anos


