O preço do ovo tem acumulado altas relevantes nos últimos anos, pressionado principalmente pelo encarecimento do milho e do farelo de soja, principais insumos da avicultura de postura. A valorização chegou a quase 60% em apenas uma semana, refletindo a retomada do consumo na ponta final da cadeia e a melhora no ritmo de vendas no varejo.
O impacto é direto na mesa do brasileiro, especialmente das classes de menor renda, que dependem do produto como fonte essencial de proteína. O ovo tem sido, nos últimos anos, um substituto natural para proteínas mais caras, como carne bovina e suína.
A avicultura de postura segue equilibrando custos elevados, necessidade de investimentos constantes e um consumo altamente sensível a preços. Para o consumidor, no entanto, a alta recente dos ovos reforça uma percepção já presente no cotidiano: mesmo os alimentos considerados mais simples e acessíveis estão cada vez mais sujeitos a variações bruscas.
A escalada dos preços de um alimento básico, que deveria funcionar como alternativa mais acessível às demais proteínas, evidencia uma realidade distinta, especialmente no carrinho de compras.


