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Caso Master envolve uso de terra pública em ativos ambientais

Empresas ligadas ao caso Master usaram área da União no Amazonas para registrar créditos de carbono

Empresas ligadas ao caso Master usaram uma área da União no Amazonas como base para registrar créditos de carbono avaliados em mais de R$ 45 bilhões. A área integra um projeto de assentamento federal e qualquer comercialização de ativos ambientais baseados naquela floresta é irregular e causa prejuízo à União.

As companhias são controladas por fundos administrados pela Reag e os números foram construídos a partir de uma área conhecida como Fazenda Floresta Amazônica, localizada em Apuí (AM), com cerca de 143,9 milhões de hectares.

Auditorias e laudos econômicos aceitaram as avaliações sem verificar a origem fundiária do lastro ambiental. Especialistas destacam que “estoque de carbono” não equivale a crédito de carbono negociável.

Créditos exigem redução comprovada de emissões e registro em programas reconhecidos. As próprias empresas admitem usar premissas internas, pois não existe mercado para esse tipo de ativo.

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