A fruta brasileira enfrenta uma média de 10% de imposto para entrar no mercado europeu, percentual que varia conforme o produto. O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual dessas tarifas, o que tende a baratear o produto e ampliar a competitividade do Brasil frente a países concorrentes.
O processo de desgravação será escalonado conforme o produto, com a uva tendo isenção imediata, enquanto melão terá prazo de até sete anos. Limão e abacate terão redução ao longo de quatro anos, com queda de 25% ao ano, e a maçã terá o maior prazo, de até dez anos, mantendo um caráter de proteção aos produtores europeus.
A fruticultura brasileira não concorre diretamente com a produção europeia, pois atua em janelas complementares de oferta. O Brasil exporta frutas como melão e melancia em períodos de entressafra europeia, além de frutas tropicais que não são produzidas localmente ao longo de todo o ano.
A expectativa é de que a implementação do tratado resulte em aumento das exportações, diversificação da pauta exportadora e maior entrada de divisas no país, com impacto especialmente positivo para o Nordeste, região onde se concentra grande parte da produção de frutas destinadas ao mercado externo.


