O início de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre possível vazamento de dados fiscais e bancários de ministros e seus familiares provoca divergências entre os magistrados e descontentamento entre servidores da Receita Federal. A investigação busca identificar se houve acesso indevido às informações, além de apurar datas, responsáveis e justificativas para as consultas realizadas nos sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A investigação é vista por parte dos ministros como uma medida de autodefesa institucional, semelhante ao inquérito das fake news. Um ministro considera que “a medida é legítima” diante da suspeita de violação de dados de autoridades, enquanto outro magistrado destaca a necessidade de cautela.
Servidores da Receita Federal expressam incômodo diante da apuração conduzida pelo STF e criticam o que consideram uma inversão de procedimentos. Eles afirmam que o correto seria registrar uma queixa e aguardar a apuração por autoridades competentes, como ocorre com qualquer cidadão.
O atual inquérito surgiu depois de reportagens sobre o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci, mulher de um ministro, e pode ter relação com operações da Polícia Federal.


