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Divergências nos números de vítimas marcam a repressão aos protestos no Irã

Informações divergentes sobre o número de presos em manifestações no Irã marcam o cenário atual

Informações divergentes sobre o número de presos em manifestações no Irã marcam o cenário atual, com autoridades do regime apontando 3 mil detenções, enquanto organizações de direitos humanos estimam até 20 mil pessoas presas. A disparidade reflete o controle rígido sobre dados e comunicação, dificultando o acesso a informações precisas. A limitação da imprensa internacional e os bloqueios da internet dificultam a verificação independente dos números e dos relatos de violações.

A organização Iran Human Rights estima que pelo menos 3.428 manifestantes morreram devido à repressão estatal. Moradores de Teerã relatam que a capital permanece calma desde domingo 11, com presença de drones e patrulhamento intenso das forças de segurança. Dados apontam que não foram registrados protestos visíveis na quinta-feira 15, e nesta sexta-feira, 16, na cidade e em regiões do norte, ainda que ocorram distúrbios isolados em outros pontos do país.

A morte de uma enfermeira por disparos diretos de agentes do regime iraniano durante protesto em Karaj, no oeste do país, ampliou a repercussão internacional. O presidente dos Estados Unidos afirmou que “a matança havia parado”, depois de diálogo com uma autoridade iraniana, mas manteve a postura de pressão. O Pentágono deslocou dois grupos de porta-aviões para áreas próximas ao Irã, intensificando a vigilância militar.

Paralelamente, aliados dos EUA no Oriente Médio buscam negociações diplomáticas para evitar confronto direto, alertando sobre possíveis consequências regionais. Em resposta à pressão internacional, Teerã suspendeu a execução de um manifestante prevista para esta semana. O Irã é o segundo país do mundo em número de execuções, atrás apenas da China.

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