As mortes por overdose nos EUA caíram durante a maior parte do ano passado, sugerindo uma melhora duradoura em uma crise de difusão de drogas que vinha se agravando há décadas. Os dados mostram uma queda de 21% no período de 12 meses, passando de 92 mil óbitos para 73 mil. As mortes por overdose começaram a aumentar de forma constante na década de 1990, com óbitos provocados por abusos de analgésicos opioides, seguidas por ondas de mortes por heroína e — mais recentemente — fentanil.
As mortes atingiram um pico de quase 110.000 em 2022, caíram um pouco em 2023 e depois despencaram 27% em 2024, para cerca de 80.000. Especialistas ofereceram várias explicações possíveis para a queda, incluindo a maior disponibilidade do medicamento naloxona, que reverte a overdose, e mudanças nos hábitos de consumo de drogas.
Um estudo mostra que a interrupção repentina no fornecimento ilícito de fentanil pode explicar a queda acentuada nas mortes por overdose nos EUA desde meados de 2023. A interrupção reduziu tanto a disponibilidade quanto a potência do fentanil, coincidindo com um rápido declínio nas mortes envolvendo opioides sintéticos.
Além disso, é possível que a ajuda econômica enviada pelo governo americano durante a pandemia de Coronavírus para a população possa ter aumentado a propensão ao consumo. Um artigo publicado recentemente afirma que as tendências de overdose podem estar, pelo menos em parte, ligadas aos cheques de estímulo federal enviados durante a pandemia de COVID-19.


