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Paracetamol na gravidez não aumenta risco de autismo

Uso de paracetamol durante a gravidez não aumenta o risco de autismo, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade ou deficiência intelectual em crianças
Foto: (Imagem: Anna Zhukkova/Shutterstock)

O uso de paracetamol durante a gravidez não aumenta o risco de autismo, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade ou deficiência intelectual em crianças. É o que conclui uma mega-análise que revisou décadas de dados para encerrar uma polêmica que preocupava pais e médicos mundo afora. A pesquisa é considerada o mais rigoroso já feito sobre o tema.

A pesquisa comparou irmãos para isolar fatores genéticos e analisou 43 estudos internacionais, conseguindo separar o efeito do remédio de outros fatores, como a genética familiar e as doenças que levam à necessidade da medicação. A grande inovação metodológica foi o foco na comparação entre irmãos, técnica que os cientistas chamam de “padrão-ouro” para esse tipo de análise.

Os resultados mostraram que o paracetamol, por si só, é neutro para o neurodesenvolvimento. As dúvidas do passado surgiram porque estudos anteriores eram metodologicamente mais frágeis: eles dependiam da memória das mães sobre o que tomaram anos atrás ou não consideravam que a própria febre da gestante pode afetar o bebê. Quando os filtros de rigor foram aplicados, o risco adicional para autismo ou TDAH simplesmente desapareceu.

Médicos alertam que evitar o remédio sem orientação pode ser muito pior do que tomá-lo. Uma febre não tratada na gravidez aumenta drasticamente as chances de aborto, parto prematuro e malformações congênitas, riscos cientificamente comprovados e muito mais perigosos para o feto do que o uso controlado do analgésico. A recomendação final é: o remédio é seguro quando usado nas doses corretas e funciona como uma ferramenta essencial de proteção à saúde da mãe sem comprometer o desenvolvimento da criança.

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