Alexandre de Moraes abriu um inquérito sigiloso para investigar se houve vazamento de dados financeiros dele e da sua família pela Receita Federal ou pelo Coaf. Ele está chateado porque a imprensa revelou que a sua mulher advogada assinou um contrato com o Banco Master, sem escopo definido, no valor de R$ 130 milhões de reais.
O contrato gerou dividendos que fizeram a mulher de Moraes dona de um patrimônio pessoal de quase R$ 80 milhões de reais. No entanto, não há registros de grandes ações do escritório dela em prol do Banco Master.
Moraes negou ter feito pressões sobre o BC para que o Master pudesse ser vendido para o BRB, mas não se dignou a dar explicações sobre o contrato. O ministro acha que houve vazamento ilícito de dados financeiros seus e da sua família, mas o correto seria acionar o Ministério Público para investigar.
O inquérito sigiloso aberto por Moraes é mais um exemplo do poder absoluto que ele adquiriu desde a instauração do inquérito das fake news em 2019. Isso é incompatível com a democracia e resta saber até quando os seus colegas de tribunal e os integrantes dos outros poderes fingirão que nada está acontecendo de errado.


