A escolha do sêmen, especialmente pelo critério de fertilidade, pode elevar significativamente as taxas de prenhez, reduzir perdas gestacionais e determinar o sucesso econômico dos protocolos de inseminação artificial. A fertilidade pode ser entendida como a capacidade de o material genético inseminado efetivamente emprenhar as vacas e gerar bezerros com genética superior.
A taxa de prenhez indica a porcentagem de inseminações que resultam em gestação, e a escolha de touros mais férteis associado ao bom manejo permite alcançar índices entre 60% e 65%. As perdas gestacionais correspondem às vacas que emprenharam, mas perderam o bezerro ao longo da gestação, e estudos indicam perdas em torno de 7%.
A importância da fertilidade fica ainda mais evidente quando se observa a variação dos resultados a campo, mesmo em sistemas bem manejados. A inclusão desse critério na escolha do sêmen tem se mostrado um caminho consistente para elevar os índices de prenhez e reduzir perdas ao longo do processo.
Os ganhos ocorrem no curto e no longo prazo, e a fertilidade superior resulta em mais prenhez por protocolo, contribuindo para a evolução genética quando considerada de forma contínua, associada a outras características avaliadas.


