Quase nove anos depois do desaparecimento do pastor Raymond Koh, a Suprema Corte da Malásia reconheceu oficialmente que ele foi vítima de sequestro forçado e responsabilizou policiais e o governo do país pelo caso. A mulher do pastor, Susanna Liew, classificou a decisão como 'um marco histórico e emocionante'. Raymond Koh desapareceu em 13 de fevereiro de 2017, aos 63 anos, em Kuala Lumpur, depois de ser abordado por homens mascarados em plena luz do dia.
O desaparecimento do pastor foi precedido por um crime semelhante contra o ativista Amri Che Mat, no norte da Malásia. Ambas as famílias buscaram a imprensa, e imagens dos sequestros circularam amplamente, impulsionando pressão popular. A Comissão de Direitos Humanos da Malásia e o governo abriram investigações independentes sobre os desaparecimentos.
Durante as investigações, surgiram suspeitas sobre o envolvimento da divisão especial da polícia, principal órgão de inteligência do país. A comissão de direitos humanos confirmou a versão, depois de identificar inconsistências nas negativas oficiais. Evidências como o avistamento de um Toyota Vios dourado, presente nos dois sequestros, reforçaram o elo policial.
A Suprema Corte determinou que 'um ou mais' dos réus foram responsáveis pelo crime e estabeleceu a responsabilidade do Estado. Além disso, determinou indenização milionária e o pagamento de 10 mil ringgits por dia de desaparecimento. O valor acumulado já supera 32 milhões de ringgits e pode se tornar a maior indenização do país.


