O cenário de protestos no Irã, que começou em 28 de dezembro do ano passado, já soma 5 mil mortos. Impulsionadas pela insatisfação com a crise econômica, as manifestações evoluíram para reivindicações pelo fim da ditadura dos aiatolás.
Com relatos de uso de força letal por parte de policiais e militares, o endurecimento da repressão provocou reações internacionais. O presidente dos Estados Unidos ameaçou atacar o Irã, de modo a intensificar as tensões já existentes entre os dois países.
Organizações de direitos humanos divergem nos números, com estimativas variando de 3,3 mil a 12 mil mortos. O governo de Teerã atribui as mortes tanto de civis quanto de agentes de segurança aos próprios manifestantes, com a tese de incitação à violência.
O líder supremo do Irã renovou as críticas aos protestos e responsabilizou os Estados Unidos pelas mortes nos confrontos, acusando-os de conspirar contra o Irã


