Familiares de vítimas da repressão política na Venezuela mantêm vigília diante das unidades prisionais do regime. Eles esperam pela libertação total de opositores, em sua maioria jovens ativistas, estudantes e manifestantes pacíficos. A mobilização ocorre em diversas cidades do país.
Os familiares dormem nas ruas, sob sol e chuva, sem abandonar o local. A líder María Corina Machado manifestou solidariedade às vigílias, escrevendo que a liberdade de cada camarada sequestrado é sua prioridade absoluta. O movimento cresce com o apoio de venezuelanos no exílio e de aliados internacionais.
A repressão a dissidentes na Venezuela inclui detenções arbitrárias, denúncias de tortura e de assédio sexual, entre outras violações sistemáticas aos direitos humanos. Mais de 700 pessoas permanecem encarceradas como vítimas da repressão, apesar de 139 presos políticos terem sido libertados desde 8 de janeiro.
A ONG Foro Penal afirma que a ditadura chavista nega que existam detenções por motivos políticos, mas os familiares e ativistas continuam a lutar pela liberdade dos presos políticos. A Venezuela será livre, concluiu María Corina Machado, destacando a importância da articulação internacional para acelerar o processo de liberdade.


