A queda de até 14% na média de ganho de peso de bovinos em sistemas exclusivamente a pasto durante períodos de estiagem prolongada foi registrada. O capim é a base da pecuária, mas confiar apenas nele é assumir uma variação nutricional que o produtor não controla.
A oscilação da qualidade da forragem tem sido alvo crescente de estudos, com a proteína bruta do capim podendo cair de 12% na época chuvosa para até 6% na seca. Isso reduz drasticamente a capacidade do animal de converter pasto em ganho de peso.
Além das questões nutricionais, o impacto econômico também pesa, com sistemas que adotam suplementação estratégica durante a seca encurtando o ciclo de engorda em até 30 dias. Isso reduz o custo por arroba produzida e significa maior previsibilidade no planejamento.
A decisão sobre a suplementação precisa ser técnica e baseada em dados, não em intuição, para manter produtividade independente do clima.


