O cruzado leiteiro tende a consumir mais alimento por dia, especialmente quando está em dieta de alta energia e bem ajustada para terminação. Essa diferença de consumo impacta diretamente o custo por cabeça, o planejamento da dieta, o ritmo de ganho de peso e até a margem final do confinamento.
O cruzado leiteiro, principalmente quando carrega sangue de raças como Holandês ou Girolando, costuma ter metabolismo mais acelerado e maior exigência nutricional. Já o Nelore carrega uma lógica diferente, com genética zebuína reconhecida pela rusticidade e pela eficiência em converter alimento.
No confinamento, o Nelore tende a comer menos, mantendo desempenho consistente quando o manejo está correto. O ponto mais importante é entender que a comparação não deve parar na pergunta “quem come mais”, mas sim na forma como o consumo vira ganho e lucro dentro do sistema.
O cruzado leiteiro pode apresentar excelente desempenho, mas geralmente exige uma dieta de maior densidade energética para expressar esse potencial. Por outro lado, o Nelore tende a ser mais econômico em consumo, mas isso não significa que ele possa ser conduzido de qualquer jeito.


