A China segue imersa em uma crise demográfica sem sinais de reversão. Dados indicam que, em 2025, o país registrou mais mortes do que nascimentos pelo quarto ano consecutivo. A taxa de natalidade alcançou o pior nível desde 1949, com 7,92 milhões de nascimentos, o equivalente a 5,63 por mil habitantes.
O resultado representa um crescimento natural negativo da população. No mesmo período, as mortes somaram 11,31 milhões, com taxa de mortalidade de 8,04 por mil. Com isso, a China passou a ter cerca de 1,4 bilhão de habitantes, uma redução de 3,3 milhões em relação a 2024.
O desafio é considerado um dos mais graves enfrentados pelo regime. O envelhecimento acelerado da população pressiona os sistemas previdenciário e de saúde e reduz o contingente de trabalhadores em idade ativa, base de sustentação de uma economia que busca manter crescimento contínuo. O governo adotou medidas como subsídios nacionais para o cuidado infantil e redução de custos ligados à gravidez, mas os resultados seguem modestos.
A crise demográfica é amplamente atribuída à política do filho único, em vigor entre 1979 e 2015. O governo adotou políticas para mitigar os efeitos já em curso, como reformas previdenciárias, automação industrial e estímulos à maior participação feminina no mercado de trabalho. A China enfrenta desaceleração econômica e envelhecimento populacional, com um relatório associando parte da desaceleração econômica ao envelhecimento populacional.


