Durante os anos 1960, a disputa espacial tinha um objetivo 'simples': chegar primeiro à Lua. Mas os tempos mudaram e agora queremos ficar na Lua. Para isso, precisamos aprender a usar os recursos disponíveis no próprio local, como a água. A água não serve apenas para matar a sede dos astronautas, mas também pode ser usada para gerar oxigênio e hidrogênio.
A Lua não é um deserto absoluto como se acreditava. Missões recentes descobriram assinaturas químicas de hidroxila, depósitos de gelo nos pólos e sinais de hidratação espalhados pela superfície. A água lunar faz parte de um ciclo ativo e sutil.
A água lunar vem de duas fontes: dos grãos do regolito, onde moléculas de água estão presas, e do espaço, onde fragmentos de cometas e rochas espaciais ricas em água bombardeiam a superfície lunar. Quando esses fragmentos atingem a Lua, a energia do impacto libera moléculas de água, lançando-as na exosfera lunar.
Além disso, estudos indicam que existe uma camada superficial seca que funciona como um 'escudo' contra o Sol, e abaixo dela, o regolito pode conter água. A água é fundamental para as futuras colônias lunares e missões a Marte, e entender como ela é formada e distribuída na Lua é essencial para o sucesso dessas missões.


