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Tecnologia identifica origem do café e detecta adulterações

Pesquisas indicam que a espectroscopia no infravermelho próximo permite identificar a origem geográfica do café e detectar adulterações de forma rápida e acessível
Foto: Foto: Antonio Scarpinetti (SEC)

A técnica de espectroscopia no infravermelho próximo (NIR) está em fase de validação para o setor cafeeiro e tem potencial para fortalecer as indicações geográficas e certificações de qualidade do produto brasileiro. A NIR mede como a luz interage com os compostos químicos, gerando um sinal químico chamado de “espectro”, que funciona como uma “impressão digital”.

A pesquisa foi desenvolvida ao longo de cinco anos e combinou espectroscopia NIR e análise quimiométrica para criar padrões espectrais capazes de diferenciar origens, detectar adulterações e reconhecer terroirs específicos. Por exemplo, os resultados separam os cafés robustas amazônicos de conilons do Espírito Santo e da Bahia.

A mesma técnica pode ser aplicada em outras cadeias agroalimentares — cacau, soja, leite, frutas e vinhos — com ganhos de rastreabilidade e controle de qualidade. A NIR abre caminho para um novo padrão de confiança na origem e pureza dos produtos agropecuários brasileiros.

A validação científica por NIR facilita o reconhecimento técnico e pode ser usada em laboratórios e, futuramente, em equipamentos portáteis, tornando mais fácil a identificação da origem e autenticidade do café

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