Uma forte ejeção de massa coronal atingiu o campo magnético da Terra, provocando uma tempestade geomagnética severa. A explosão solar responsável foi de classe X1.9, a mais intensa, e levou apenas um dia para cruzar os cerca de 147 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.
A tempestade geomagnética severa, classificada como G4, um dos níveis mais altos dessa escala, levou auroras boreais a aparecerem em regiões onde isso quase nunca acontece, como o norte de Portugal e áreas no sul dos Estados Unidos. Além do espetáculo, o evento acendeu alertas: tempestades desse tipo podem interferir em satélites, sistemas de GPS e até redes de energia elétrica.
Essa tempestade foi considerada a mais forte desde 2003 e alcançou o nível S4 de radiação solar, outro patamar elevado. Em Portugal, as auroras foram registradas em cidades como Bragança, Vila Pouca de Aguiar e Grândola, algo extremamente raro no país.
A tendência é de enfraquecimento ao longo desta terça-feira, mas operadores de satélites e sistemas críticos continuam monitorando a situação. Se o vento solar permanecer instável, novas auroras ainda podem surgir em breve.


