O Brasil acaba de ganhar um novo programa de melhoramento genético animal que promete reposicionar a forma como a genética é pensada, aplicada e avaliada na pecuária de corte tropical. Trata-se do GMA – Programa de Genética e Melhoramento Genético Animal, uma iniciativa que nasce dentro da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga, e que une ciência, tecnologia e prática de campo para fortalecer a evolução produtiva, econômica e sustentável da pecuária brasileira. O lançamento do GMA marca um novo capítulo no melhoramento genético nacional, especialmente na pecuária zebuína tropical.
O GMA foi criado para responder às demandas reais do setor produtivo, aproximando a pesquisa acadêmica do dia a dia das fazendas e transformando genética em resultado mensurável. O programa foi desenvolvido pelo Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia, sob a liderança dos professores José Bento Ferraz e Fernando Baldi, e nasce com uma proposta clara: oferecer avaliações técnicas acessíveis, criteriosas e alinhadas à realidade produtiva dos criadores, sem perder o rigor científico.
O programa foi cuidadosamente estruturado para integrar Ciência, Tecnologia, Inovação, Sustentabilidade e Produção, promovendo avanços concretos em toda a cadeia da carne bovina. A proposta é clara: sair de uma visão limitada do melhoramento genético e adotar uma abordagem sistêmica, capaz de impactar diretamente a eficiência das fazendas. O GMA foi criado em parceria com criadores que participaram da fundação do programa, como Nelore CV, Nelore VC, Nelore FNAN, Genética Verde Amarelo, Estancias Espiritu e Roberto Zancaner.
Um dos diferenciais centrais do GMA é o reposicionamento conceitual do que significa um programa de melhoramento genético. O foco do programa de melhoramento genético não é gerar líderes de sumário, mas sim melhorar o rebanho, melhorar a produtividade e a rentabilidade dos criadores


