O custo da energia será o fator decisivo para definir quais países vão liderar a corrida da inteligência artificial. O CEO da Microsoft explicou que o crescimento da economia de uma nação estará diretamente ligado ao preço da eletricidade usada para processar essa tecnologia. A lógica é que a IA deve ser vista como uma nova mercadoria global, funcionando de forma parecida com a eletricidade.
As empresas e governos que conseguirem gerar e usar os “tokens” de forma mais barata e eficiente terão uma vantagem competitiva enorme no mercado mundial. A Microsoft propõe pagar tarifas mais altas para não encarecer a conta de luz dos cidadãos, garantindo que os custos de construção de novas linhas de transmissão e subestações sejam pagos pelas big techs.
A urgência é real, já que o consumo de energia dos data centers por trás das IAs pode triplicar até 2035. A indústria investe pesado em novas fontes, como a energia nuclear, e usa a própria IA para gastar menos água e luz no resfriamento dos servidores. O objetivo final é transformar os data centers em “bons vizinhos”, não encarecendo a energia local e não pedindo isenções de impostos.
O plano também inclui programas de treinamento para que os moradores locais consigam os novos empregos criados por essa infraestrutura digital, ajudando a financiar escolas e hospitais nas comunidades onde o data center for construído.


