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Quais os cuidados necessários para tratar a hepatite C

A hepatite C é uma doença bastante conhecida pelo nome, mas ainda pouco compreendida na prática. Trata-se de uma infecção que pode permanecer silenciosa no organismo por muitos anos, sem provocar sinais claros de que algo está errado. Justamente por isso, acaba passando despercebida em muitas pessoas, o que aumenta os riscos associados à falta […]


A hepatite C é uma doença bastante conhecida pelo nome, mas ainda pouco compreendida na prática. Trata-se de uma infecção que pode permanecer silenciosa no organismo por muitos anos, sem provocar sinais claros de que algo está errado. Justamente por isso, acaba passando despercebida em muitas pessoas, o que aumenta os riscos associados à falta de diagnóstico e tratamento.

O fato de ser discreta não significa que seja inofensiva. Quando não identificada ou tratada por longos períodos, a hepatite C pode causar danos graves ao fígado, com risco real à vida. A boa notícia é que os avanços da medicina mudaram completamente esse cenário. O que antes era um diagnóstico preocupante hoje é, na maioria dos casos, uma condição controlável e frequentemente curável. Entender o que é a doença, como ocorre a transmissão e quais são as opções de tratamento ajuda a reduzir o medo, incentivar a testagem e ampliar a prevenção.

A hepatite C é uma infecção viral que atinge principalmente o fígado, órgão responsável por filtrar toxinas, auxiliar na digestão e regular o metabolismo energético do corpo. Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas no mundo convivam com o vírus, muitas sem saber. É comum que a infecção permaneça no organismo por 10 a 20 anos antes de surgirem complicações mais sérias.

Isso acontece porque, na fase inicial, a doença geralmente não provoca sintomas ou causa sinais leves e pouco específicos, como cansaço excessivo, náuseas, dores nas articulações ou desconforto abdominal. Em parte dos casos, a infecção se torna crônica. Quando isso ocorre, o fígado sofre um processo lento de inflamação que pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática, câncer de fígado e até morte. As mortes relacionadas à hepatite C e às suas complicações são mais frequentes do que muitas pessoas imaginam, chegando a cerca de 242 mil por ano em todo o mundo.

A doença é causada pelo vírus da hepatite C e se transmite exclusivamente por contato direto entre sangue contaminado e a corrente sanguínea de outra pessoa. Antes do início da década de 1990, transfusões de sangue e transplantes de órgãos eram fontes comuns de infecção, já que não existia um controle rigoroso da qualidade do sangue. Atualmente, em países com sistemas de saúde estruturados, esse tipo de transmissão é considerado extremamente raro.

Hoje, a principal forma de contágio ocorre pelo compartilhamento de agulhas e seringas, especialmente no uso de drogas injetáveis. Também há risco em procedimentos como tatuagens ou piercings feitos fora de locais regulamentados, onde não há garantia de esterilização adequada. Embora menos comum, a transmissão pode acontecer durante procedimentos médicos ou estéticos se os equipamentos não forem corretamente higienizados.

Em situações raras, o vírus pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto. A transmissão sexual também é possível, mas é incomum. Muitos equívocos sobre as formas de contágio contribuem para o estigma em torno da doença, afastando pessoas do diagnóstico. É importante esclarecer que a hepatite C não é transmitida por contato casual, como abraços, beijos, compartilhamento de alimentos ou bebidas, tosse ou espirro. A amamentação também é segura na maioria dos casos, com exceção de situações muito específicas em que haja feridas ou sangramento.

O tratamento da hepatite C é feito, na maioria das vezes, com medicamentos antivirais de ação direta, que atuam em etapas específicas do ciclo de vida do vírus. Esses medicamentos são administrados por via oral, geralmente uma vez ao dia, por um período que varia entre 8 e 26 semanas. Quando usados corretamente, apresentam taxas de cura próximas de 100% e praticamente não causam efeitos colaterais relevantes.

Esse tratamento representa um avanço em relação às terapias mais antigas, que exigiam injeções prolongadas e costumavam provocar sintomas intensos, como fadiga extrema e mal-estar semelhante ao da gripe. Após o término do tratamento, exames de sangue confirmam a ausência do vírus no organismo, o que caracteriza a cura.

Mesmo com tratamentos eficazes, a prevenção continua sendo fundamental. Evitar qualquer contato com sangue contaminado é essencial, o que inclui não compartilhar agulhas ou objetos usados para consumo de drogas e garantir que tatuagens e piercings sejam feitos com materiais esterilizados. Medidas de proteção ao lidar com sangue também são importantes no dia a dia e em ambientes profissionais.

A ampliação do acesso aos testes e ao tratamento também atua como forma de prevenção, pois reduzir o número de pessoas infectadas diminui a circulação do vírus. Por isso, a recomendação atual é que todos os adultos façam ao menos um teste ao longo da vida para detectar a presença de anticorpos contra a hepatite C, permitindo o diagnóstico precoce e o início do tratamento quando necessário.

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Fonte:Paraná Jornal

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