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O que não fazer enquanto estiver usando injeção emagrecedora

Ao receber a prescrição de um medicamento, o mais comum é sair do consultório com orientações claras sobre horários, alimentação e cuidados específicos, o que transmite segurança ao paciente. No entanto, muitas pessoas que iniciam o uso de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 para perda de peso relatam uma sensação diferente, como se […]


Ao receber a prescrição de um medicamento, o mais comum é sair do consultório com orientações claras sobre horários, alimentação e cuidados específicos, o que transmite segurança ao paciente. No entanto, muitas pessoas que iniciam o uso de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 para perda de peso relatam uma sensação diferente, como se precisassem descobrir sozinhas como lidar com o tratamento no dia a dia.

Isso ocorre, em parte, porque esses medicamentos passaram a ser prescritos de forma cada vez mais impessoal, muitas vezes sem acompanhamento presencial contínuo. Em atendimentos totalmente digitais, o paciente pode não ter contato direto ou frequente com um profissional de saúde, o que dificulta o esclarecimento de dúvidas. Mesmo quando a prescrição ocorre em consulta presencial, é comum que a pessoa não saiba exatamente quais perguntas fazer para compreender bem o funcionamento do medicamento e seus efeitos.

Essa falta de orientação abre espaço para erros que podem intensificar efeitos colaterais, interferir nos resultados da perda de peso ou até gerar novos problemas de saúde. Um dos pontos mais negligenciados é a alimentação. Como o GLP-1 reduz o apetite, a ingestão total de alimentos costuma diminuir, tornando a qualidade nutricional ainda mais importante. Comer menos não elimina a necessidade de vitaminas, minerais, proteínas e fibras, e cada refeição passa a ter um peso maior para a manutenção da saúde.

A recomendação geral é priorizar alimentos frescos e pouco processados, com destaque para frutas, legumes, verduras, fontes de fibra e proteínas como ovos, frango, leguminosas e tofu. A ingestão adequada de proteínas é fundamental durante o emagrecimento, pois a perda de peso envolve não apenas gordura, mas também massa muscular. Estudos indicam que um consumo diário entre 1 e 1,5 grama de proteína por quilograma de peso corporal ajuda a reduzir a perda muscular. Para uma pessoa com cerca de 80 quilogramas, isso corresponde aproximadamente a 80 a 120 gramas de proteína por dia.

Também é importante ter atenção aos alimentos ricos em gordura. Como os medicamentos dessa classe tornam o esvaziamento do estômago mais lento, refeições muito gordurosas tendem a agravar sintomas como náuseas e desconforto abdominal. Gorduras consideradas saudáveis, como as presentes no azeite de oliva e no abacate, podem ser consumidas com moderação, mas alimentos fritos costumam ser mais difíceis de digerir e oferecem pouco benefício nutricional.

Outro erro frequente é deixar de lado o treinamento de força. Durante a perda de peso, alguma redução de massa muscular é esperada, mas o objetivo é preservar o máximo possível de massa magra e manter a função muscular, que está diretamente ligada à capacidade de se movimentar, trabalhar e realizar atividades do dia a dia.

Exercícios de força ajudam tanto na manutenção dos músculos quanto na sua funcionalidade. Além disso, outras formas de atividade física contribuem para a saúde óssea, cardiovascular e metabólica. De modo geral, recomenda-se acumular cerca de 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada, associar de dois a três dias de exercícios de força e incluir práticas voltadas à flexibilidade.

Muitas pessoas acreditam que os efeitos colaterais fazem parte do tratamento e precisam ser suportados sem questionamento. Náuseas, vômitos, constipação e dores abdominais podem ocorrer, mas não devem ser ignorados. Sintomas persistentes podem indicar que a dose está alta demais ou que aquele medicamento específico não é o mais adequado para o paciente.

Ajustes na alimentação, como reduzir o tamanho das porções, evitar alimentos gordurosos e observar possíveis gatilhos como bebidas alcoólicas, refrigerantes ou doces, podem aliviar o desconforto. Registrar reações a determinados alimentos também ajuda o profissional de saúde a orientar melhor o tratamento.

A progressão rápida da dose é outro ponto de atenção. Embora existam esquemas padronizados de aumento gradual, nem todas as pessoas precisam seguir essas orientações de forma rígida. Algumas respondem bem a doses iniciais mais baixas. Sinais de que a dose pode estar excessiva incluem efeitos colaterais intensos e uma supressão quase total do apetite, levando a uma ingestão alimentar insuficiente, fadiga e deficiência de nutrientes. O acompanhamento próximo permite ajustar a dose de forma individualizada.

Também é comum encarar o GLP-1 como uma solução temporária, usada apenas até atingir o peso desejado. Na prática clínica, porém, esses medicamentos são pensados para uso prolongado. Eles ajudam a controlar o apetite e o metabolismo, mas não eliminam fatores biológicos como genética, hormônios e histórico familiar, que influenciam o ganho de peso.

Por isso, estudos mostram que a interrupção do tratamento frequentemente leva à recuperação do peso perdido. Esse retorno não deve ser interpretado como falta de esforço pessoal. Em alguns casos, é possível planejar uma redução gradual da medicação, com monitoramento contínuo, para avaliar a manutenção dos resultados.

No conjunto, o uso de medicamentos GLP-1 exige mais do que apenas seguir a prescrição. Alimentação adequada, atividade física, atenção aos sinais do corpo e diálogo constante com um profissional capacitado são essenciais para reduzir riscos e melhorar os resultados. O acompanhamento especializado ajuda o paciente a entender o tratamento, evitar erros comuns e tomar decisões mais seguras ao longo do processo.

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Fonte:Paraná Jornal

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