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A divisão do sono noturno em dois turnos e a sua perda ao longo do tempo

O sono noturno era historicamente dividido em dois períodos com um intervalo de vigília. Mudanças sociais e tecnológicas levaram à perda desse padrão.

Dormir por oito horas seguidas é um hábito recente, diferente do padrão de sono comum em séculos passados. Historicamente, as pessoas costumavam acordar no meio da noite, dividindo o sono em dois períodos conhecidos como 'primeiro sono' e 'segundo sono', separados por uma vigília de uma hora ou mais.

Após o anoitecer, era comum que as famílias se deitassem cedo e despertassem por volta da meia-noite, utilizando o intervalo para diversas atividades. Esse tempo de vigília era considerado produtivo, permitindo que as pessoas realizassem tarefas domésticas, rezassem, refletissem sobre sonhos ou se socializassem com vizinhos e familiares.

A perda do segundo sono ocorreu nos últimos 200 anos, em grande parte devido à iluminação artificial, que alterou os hábitos noturnos. A introdução de lâmpadas a óleo, gás e eletricidade fez com que a noite se tornasse mais propícia para atividades, adiando o horário de dormir e afetando a produção de melatonina, dificultando assim o despertar natural.

A Revolução Industrial também impôs novos horários de descanso, promovendo um sono contínuo. A ideia de dormir ininterruptamente por oito horas se consolidou no início do século XX. Estudos indicam que, sem luz artificial, o padrão de sono bifásico ainda é observado em comunidades sem eletricidade, como em Madagascar, onde as pessoas mantêm o hábito de acordar à meia-noite.

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