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A radiação de TVs antigas pode ter sido a causa dos seus avós terem que usar óculos

Se você é um colecionador de tecnologia clássica, é possível que tenha conseguido adquirir um televisor ou monitor antigo do tipo CRT, sigla para tubo de raios catódicos. Essa tecnologia existe há mais de um século, tendo sido desenvolvida em 1897 pelo físico Karl Ferdinand Braun. Os aparelhos de grandes dimensões dominaram o mercado de […]


Se você é um colecionador de tecnologia clássica, é possível que tenha conseguido adquirir um televisor ou monitor antigo do tipo CRT, sigla para tubo de raios catódicos. Essa tecnologia existe há mais de um século, tendo sido desenvolvida em 1897 pelo físico Karl Ferdinand Braun.

Os aparelhos de grandes dimensões dominaram o mercado de televisores e monitores por décadas, alcançando o auge da popularidade até o início dos anos 2000, quando começaram a ser substituídos por telas de plasma, LCD e, posteriormente, outras tecnologias de painel plano. Apesar de terem sido amplamente substituídos, os CRTs ainda podem ser encontrados à venda ou reaproveitados em processos de reciclagem de eletrônicos.

Por se tratarem de equipamentos antigos, é comum que surjam dúvidas sobre possíveis riscos à saúde, especialmente em relação à radiação. De fato, os tubos de raios catódicos emitem pequenas quantidades de radiação, mas os níveis são muito baixos e não representam perigo para o uso doméstico normal. Essa preocupação, no entanto, nem sempre foi considerada irrelevante.

Na década de 1960, a radiação emitida por televisores e monitores de tubo de raios catódicos passou a ser acompanhada com maior atenção por autoridades de saúde, o que resultou na criação de normas específicas para limitar essas emissões e estabelecer padrões mais rigorosos de segurança a partir do final daquele período. Com o avanço dessas regulamentações, melhorias no projeto dos aparelhos e nos materiais empregados reduziram significativamente os níveis de radiação, tornando os equipamentos progressivamente mais seguros, embora o receio em torno dessa tecnologia ainda persista entre parte do público.

As preocupações da época estavam fundamentadas nos efeitos teóricos da radiação ionizante sobre o organismo. Em exposições elevadas ou repetidas ao longo do tempo, os raios X podem provocar alterações no DNA das células, aumentando o risco de mutações genéticas. Em situações extremas e contínuas, esse processo poderia elevar a probabilidade de desenvolvimento de câncer, sobretudo em tecidos considerados mais sensíveis à radiação.

Também se discutia o caráter cumulativo da exposição, uma vez que os efeitos da radiação se somam ao longo da vida. Crianças eram vistas como um grupo potencialmente mais vulnerável, por estarem em fase de crescimento e intensa atividade celular, o que levou, nos anos 1950 e 1960, à recomendação de evitar a permanência prolongada muito próxima às telas.

Também levantava-se a hipótese de possíveis impactos sobre a pele e os olhos, como irritações ou danos oculares. No entanto, não havia evidências consistentes de que os níveis de radiação emitidos por televisores domésticos fossem capazes de causar esses efeitos de forma direta. Muitas das queixas registradas naquele período, como fadiga visual, ressecamento dos olhos e dores de cabeça, hoje são atribuídas principalmente ao esforço visual prolongado e não à radiação emitida pelos aparelhos.

Para entender por que os CRTs emitem radiação, é importante compreender como eles funcionam. Esses aparelhos utilizam um canhão eletrônico que dispara elétrons em alta velocidade contra a tela, revestida internamente por uma camada de fósforo.

Quando os elétrons atingem a tela, sofrem uma desaceleração brusca, o que gera um tipo de radiação conhecido como raios X, produzida nesse caso como um subproduto físico do processo. Raios X são uma forma de radiação eletromagnética que também é usada na medicina, sempre com controle rigoroso de exposição, justamente porque doses elevadas podem ser prejudiciais ao corpo humano.

A razão pela qual os CRTs modernos não oferecem muito risco está nas soluções adotadas para controlar essa emissão. A partir de padrões de segurança mais exigentes, os tubos passaram a ser fabricados com vidro especial enriquecido com elementos como chumbo, bário ou estrôncio. Esses materiais atuam como blindagem, absorvendo os raios X antes que eles possam sair do tubo e alcançando o ambiente externo.

Além de bloquear a radiação, essa blindagem converte a energia absorvida em calor, reduzindo ainda mais qualquer possibilidade de exposição. Com isso, a quantidade de radiação liberada é extremamente baixa, considerada desprezível do ponto de vista da saúde. Graças a essas medidas, televisores e monitores CRT fabricados a partir da década de 1970 são considerados seguros para uso, inclusive por pessoas que utilizam esse tipo de equipamento para jogos retrô ou outras atividades ligadas à preservação de tecnologias antigas.

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Fonte:Paraná Jornal

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